O que esperar da prostatectomia radical é uma pergunta recorrente de homens que recebem o diagnóstico de câncer de próstata e escutam a indicação cirúrgica como possibilidade de tratamento. Quando o paciente entende, com antecedência, o que acontece no preparo, na internação e nas primeiras semanas depois da alta, ele se sente mais seguro, participa das decisões e organiza melhor a rotina da família.

Essa visão global também facilita a conversa com o urologista sobre benefícios, riscos e alternativas, como técnicas aberta, laparoscópica ou robótica, sempre considerando idade, doenças associadas e estágio do tumor. Informação estruturada não substitui consulta, mas ajuda a formular perguntas objetivas e a reconhecer sinais de alerta que exigem contato imediato com a equipe. 

O que é a prostatectomia radical e em quais casos ela é indicada

A prostatectomia radical é a cirurgia que remove toda a próstata, as vesículas seminais e, em alguns casos, linfonodos da pelve, com intenção curativa para câncer de próstata. Ela costuma ser indicada quando o tumor está localizado ou localmente avançado, o paciente tem boa expectativa de vida e condições clínicas para um procedimento de maior porte. 

Existem diferentes abordagens cirúrgicas (aberta, laparoscópica e robótica) que compartilham o mesmo objetivo oncológico e se diferenciam principalmente pelo tipo de acesso e pelos instrumentos utilizados. A escolha técnica considera experiência da equipe, características do tumor, comorbidades e preferências do paciente, sempre discutidas com transparência e sem promessas de resultado. 

Como se preparar para a prostatectomia radical

O preparo começa com consulta detalhada, revisão de exames de imagem, biópsia e avaliação clínica completa, incluindo exames laboratoriais, eletrocardiograma e, quando necessário, parecer cardiológico. Medicamentos de uso contínuo, como anticoagulantes, hipoglicemiantes e anti-hipertensivos, podem exigir ajustes; por isso todo remédio ou suplemento deve ser informado ao urologista e ao anestesista. 

Nos dias anteriores à cirurgia, a equipe orienta sobre jejum, higiene, eventual preparo intestinal, restrição de álcool e tabaco e manutenção de atividade física leve, respeitando limites individuais. Muitos serviços recomendam iniciar exercícios do assoalho pélvico ainda no pré-operatório, porque músculos mais condicionados tendem a responder melhor na reabilitação da continência urinária.

O que acontece no dia da cirurgia e durante o procedimento

No dia da internação, o paciente confirma dados, revisa a lista de medicamentos, conversa com o anestesista e assina o consentimento informado, esclarecendo dúvidas de última hora. Em seguida, recebe anestesia, é monitorado continuamente e é colocado em posição que facilita o acesso à pelve, de acordo com a técnica escolhida pela equipe. 

Durante a prostatectomia radical, o cirurgião remove a próstata e as vesículas seminais, controla sangramentos e reconstrói a continuidade entre bexiga e uretra, etapa chamada de anastomose. Ao final, é deixada uma sonda vesical para proteger a cicatrização e, em alguns casos, um dreno na pelve; o paciente permanece em observação na sala de recuperação antes de retornar ao quarto. 

O que esperar nos primeiros dias após a prostatectomia radical

A alta costuma ocorrer em poucos dias, quando dor, sinais vitais e exames iniciais permanecem estáveis, e o paciente recebe orientações por escrito para seguir em casa. Ele geralmente volta com a sonda, leva receitas, prazo estimado para retirada do cateter e data da primeira consulta de revisão, em que o laudo definitivo da cirurgia costuma ser discutido. 

Nos primeiros dias, é comum notar cansaço maior, desconforto abdominal leve, pequenos sangramentos na urina e sensação de peso na região pélvica, principalmente ao caminhar. Com cuidado adequado com curativos, movimentação orientada, boa hidratação e uso correto das medicações, esses sintomas tendem a diminuir gradualmente nas semanas seguintes. 

Continência urinária, função sexual e dúvidas frequentes

A continência urinária pode ficar temporariamente comprometida, com escapes ao tossir, rir ou mudar de posição, o que costuma gerar insegurança e constrangimento. A reabilitação com fisioterapia pélvica, associada a exercícios orientados, estratégias para treino da bexiga e adaptação da rotina, ajuda a reduzir esses episódios ao longo do tempo, embora cada paciente tenha um ritmo próprio de recuperação.

A função sexual também pode ser afetada, porque a cirurgia acontece próxima aos feixes nervosos responsáveis pela ereção, mesmo quando há tentativa de preservação desses nervos. Idade, ereção prévia, presença de outras doenças e técnica empregada influenciam o resultado, e muitas vezes é necessário associar medicamentos orais, injeções, dispositivos a vácuo ou outras abordagens discutidas com o urologista. 

Checklist de perguntas para levar à consulta

Levar um pequeno roteiro de dúvidas deixa a consulta mais objetiva e aumenta a chance de sair com um plano bem definido. Esse checklist não substitui uma conversa aberta, mas evita que pontos importantes sejam esquecidos em momentos de ansiedade.

Agende avaliação para planejar seu tratamento com segurança

Eu, Dr. Raphael Prata, realizo avaliação individualizada do câncer de próstata, analiso exames, explico em detalhes quando a prostatectomia radical é indicada e esclareço o que esperar em cada etapa. Na consulta, discutimos benefícios, riscos, alternativas de tratamento e estratégias de reabilitação, sempre com linguagem clara, alinhada às evidências e às normas de ética médica.Ao agendar sua consulta, você tem um espaço estruturado para entender o diagnóstico, organizar o pré e o pós-operatório e envolver a família nas decisões. Meu compromisso é oferecer orientação segura e realista, para que cada escolha seja feita com tranquilidade, conhecimento e suporte durante todo o processo de cuidado.

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